Muitos dos tradições exercícios físicos são limitados ao trabalho em um único eixo de movimento. Este fato comprova toda uma limitação de possibilidades de movimentos e com isto também limita a exploração do potencial que o organismo possui de trabalhar espacialmente, explorando mais eixos, sentidos e direções.
A repetição de um mesmo movimento várias vezes é outra prática comum, entendo que as repetições e séries melhoram as condições do organismo. Será que isto é verdade? Não seria uma prática limitada? As repetições possibilitam um maior controle é fato, mas aproveitam todo o potencial?
O que seria melhor, uma prática variada explorando eixos, espacialmente, ou uma prática isolada, com mínima variação, com movimentos limitados?
O trabalho por partes tem sido muito questionado por não representar o que precisamos no cotidiano. Para polemizar um pouquinho, cito como exemplo que o músculo abdominal não trabalha sozinho, depende de toda uma estrutura, mas muitos ainda procuram isolá-lo em algumas posições, com várias repetições e séries para aprimorar este músculo. Porém o que queremos na verdade, trabalhar o músculo, ou o movimento que ele realiza? De que adianta um um músculo abdominal definido, se não atende as necessidades de movimento? Talvez tenha um sentido estético, mas não para qualidade e fluência do movimento, da postura, do mobilidade, tão necessárias para realizar as tarefas diárias. enfim para uma melhor qualidade de vida. E olha que trabalhando de outra forma, variada, em diversos eixos, sentido e sem repetição, o aspecto estético também pode vir como consequência. Ou seja, porque limitar o movimento em um único plano, ou eixo,quando podemos exporá-lo espacialmente, em 3D.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Lacunas do desenvolvimento motor que podem ser preenchidas
Os movimentos realizados pelo ser humano durante a sua vida determinam suas condições para atuação e interação com o ambiente. Muito é claro vem do seu potencial, mas muito também das experiências e desafios que são colocados e enfrentados pelas pessoas.
Quando não há desafios, a tendência é não desenvolver muitas das potencialidades. Por outro lado quando se propõe e busca a atividade, o desempenho pode e deve ser aprimorado, desde que os desafios sejam colocados de forma progressiva.
Muitas vezes podemos ver as pessoas exagerando e até se machucando, pois não possibilitou e nem permitiu ao organismo se adaptar de forma gradual. Em outras vezes vemos as pessoas pularem etapas importantes, sofrendo mais tarde com a falta de experiências anteriores que fariam toda a diferença. Nesta hora lembro sempre da história da borboleta que ainda lagarta dentro do casulo foi ajudada por uma pessoa a sair antes da hora, não conseguindo posteriormente voar como possibilitava seu potencial.
Alerto também para as pessoas que realizam atividades sem conhecimento ou orientação e até sem curiosidade sobre como funciona o organismo humano. Compreender o funcionamento e as interações que ele realiza para se adaptar as exigências que lhe são colocadas, mostrando-se muito superior a qualquer máquina, pelo seu poder de adaptabilidade e plasticidade, seria de fundamental importância para uma prática consciente e mais efetiva em contraposição a uma prática alienada e cega.
O ser humano, durante o seu desenvolvimento motor passa por processos que o tornam apto a realizar as atividades com maior eficiência e eficácia, aproveitando sua morfologia e obtendo um melhor aproveitamento do seu potencial durante todo o ciclo vital. Para isto, as pessoas e principalmente os profissionais da saúde e mais ainda da atividade física devem orientar e realizar programas que auxiliem nesta busca de condições para uma melhor qualidade de vida.
Desta forma é possível preencher lacunas deixadas nesse processo de desenvolvimento, pois nunca é tarde para obter melhores condições, basta ter disposição e isto não depende da idade, depende de aceitar desafios, respeitando a individualidade, recebendo incentivo, orientação, acompanhamento e apoio.
Desta forma é possível preencher lacunas deixadas nesse processo de desenvolvimento, pois nunca é tarde para obter melhores condições, basta ter disposição e isto não depende da idade, depende de aceitar desafios, respeitando a individualidade, recebendo incentivo, orientação, acompanhamento e apoio.
A construção e a manutenção da autonomia, um desafio
A construção da autonomia deve ser o intuito maior do ser humano. Desde criança ele busca realizar as coisas por si, mesmo que por vezes algumas pessoas tentem ajudá-lo, pensando que estão ajudando. Vivemos é claro a dificuldade em encontrar esta medida, proteção, facilidade ou incentivo, desafio.
O quanto limitamos o potencial ao proteger, facilitar, ou por outro lado acelerar, exigir, pular etapas. Não podemos confundir proteção com querer bem, pois muitas vezes para demonstrar o "querer bem" precisamos ajudar a construir os limites sem fazer por elas, mas orientando e incentivando que façam por si.
Vamos ao simples exemplo de chegar a condição de caminhar. Muitos acham na sua falta de informação que quanto antes andar melhor, mas não sabe o quanto farão falta explorar movimentos básicos, o sustentar a cabeça, rastejar, engatinhar, sustentar o tronco, rolar, enfim, fazer as atividades necessárias que darão condições para realizar atividades futuras, como andar, abaixar, levantar, correr e saltar.
O ser humano deve ter na sua vida desafios, desafios que são necessários para o aprimoramento constante, intelectual, social e físico. Desta forma sua interação neste mundo será cada vez melhor e sempre encontrará a satisfação de conseguir coisas que não conseguia, de modificar desafios. Irá perder é claro, com o tempo muitas das atividades que fazia, mas sempre terá em contrapartida o desafio de manter sua qualidade de vida de acordo com as necessidades que cada período da vida colocar.
Manter a atividade aceitar desafios, superá-los, sem perder a motivação que é que move o ser humano na conquista de coisas cada vez maiores, diferentes e significativas em qualquer idade. A felicidade de conseguir andar do bebê é a mesma felicidade que deve ter o idoso de ainda conseguir andar com autonomia.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Limitação ou ampliação do repertório motor
A partir do nascimento o ser humano passa a experimentar o mundo de diversas formas. Para isto os movimentos realizados a partir da atividade física ampliam muito estas possibilidades. Assim tem início um processo marcado por fases que bem exploradas ampliam as formas e qualidade da interação com o ambiente.
Uma tendência que impede a boa estruturação das bases que possibilitam é a de acelerar o processo, com as pessoas pulando etapas do desenvolvimento achando que ganham tempo. Vemos muitas pessoas que não se arrastaram, não engatinharam, não tiveram ambiente e apoio para exploração de espaços e possibilidades. Esta tendência, apesar de parecer mais eficaz, esconde as bases de estruturação que farão falta mais tarde, limitando o repertório motor, ou causando lesões. Mais especificamente esta tendência leva a uma especialização precoce, mais notada nos esportes, na busca de formação de atletas, mas também podem ser notadas em outras pessoas, mais acomodadas, que exploraram apenas um nível mínimo de habilidades, contentando-se com um simples andar como necessidade básica.
Por outro lado, uma boa estruturação poderá explorar melhor o potencial da pessoa, desenvolvendo capacidades e ampliando o repertório motor. A liberdade com responsabilidade, ou seja, um acompanhamento com proposição de desafios, buscando sempre a construção e conquista da autonomia de movimentos pode levar a uma condição cada vez melhor das pessoas, favorecendo uma melhor qualidade de vida.
Isto deve ocorrer não apenas para formar atletas, mas para desenvolver todo um potencial do ser humano que com um corpo melhor preparado, terá condições mais apropriadas para enfrentar diversos desafios que podem ser colocados no decorrer da vida, desde a infância até a velhice.
Alguns podem pensar que já é tarde, que teria que começar tudo novamente numa próxima vida, mas não. É possível realizar programas de atividades que possam explorar este potencial aparentemente perdido, recuperar etapas e melhorar o desempenho dos movimentos, porém desta vez respeitando a individualidade, mas ao mesmo tempo desafiando para as inúmeras possibilidades. Trace suas metas, começando é claro pelas realísticas e irá se surpreender com o que pode conseguir. É possível superar as limitações e ampliar o repertório motor em qualquer idade.
Uma tendência que impede a boa estruturação das bases que possibilitam é a de acelerar o processo, com as pessoas pulando etapas do desenvolvimento achando que ganham tempo. Vemos muitas pessoas que não se arrastaram, não engatinharam, não tiveram ambiente e apoio para exploração de espaços e possibilidades. Esta tendência, apesar de parecer mais eficaz, esconde as bases de estruturação que farão falta mais tarde, limitando o repertório motor, ou causando lesões. Mais especificamente esta tendência leva a uma especialização precoce, mais notada nos esportes, na busca de formação de atletas, mas também podem ser notadas em outras pessoas, mais acomodadas, que exploraram apenas um nível mínimo de habilidades, contentando-se com um simples andar como necessidade básica.
Por outro lado, uma boa estruturação poderá explorar melhor o potencial da pessoa, desenvolvendo capacidades e ampliando o repertório motor. A liberdade com responsabilidade, ou seja, um acompanhamento com proposição de desafios, buscando sempre a construção e conquista da autonomia de movimentos pode levar a uma condição cada vez melhor das pessoas, favorecendo uma melhor qualidade de vida.
Isto deve ocorrer não apenas para formar atletas, mas para desenvolver todo um potencial do ser humano que com um corpo melhor preparado, terá condições mais apropriadas para enfrentar diversos desafios que podem ser colocados no decorrer da vida, desde a infância até a velhice.
Alguns podem pensar que já é tarde, que teria que começar tudo novamente numa próxima vida, mas não. É possível realizar programas de atividades que possam explorar este potencial aparentemente perdido, recuperar etapas e melhorar o desempenho dos movimentos, porém desta vez respeitando a individualidade, mas ao mesmo tempo desafiando para as inúmeras possibilidades. Trace suas metas, começando é claro pelas realísticas e irá se surpreender com o que pode conseguir. É possível superar as limitações e ampliar o repertório motor em qualquer idade.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Atividade física consciente
Para que serve este exercício físico? Essa pergunta é muito comum de ser ouvida numa conversa entre o praticante de atividade física e o seu orientador. Também sei que muitos nem querem saber para que serve, o que não é muito recomendável, pois resultados mais favoráveis ocorrem quando o praticante compreende o que ocorre com o seu corpo. Pena que muitos profissionais de Educação Física e até de outras áreas da saúde não sabem explicar de uma forma simples, ou melhor de acordo com os conhecimentos do aluno. Uma das barreiras está na linguagem utilizada. Muitos dos profissionais acham que o praticante, aluno, não precisa saber, é só fazer, cumprir ordens. Lamentável, pois a confiança cega não é favorável. Atenção então alunos e professores, uma relação de transparência e compreensão podem e devem ajudar na construção da confiança, que vem pelo conhecimento, pelos resultados e pela consciência corporal.
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